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Sobre Pessoas que Gostam de Matar


Se o Ó do Borogodó é Prison Break e Law and Order, saibam que há coisas bem mais interessantes por aí, que acabam sendo ignoradas pelos espectadores.

Estou me referindo a Dexter (antes que me perguntem se é a porra do desenho, NÃO !!!! não é aquele Dexter, esse é outro)...A série, transmitida no Brasil pela Fox, passou batida por muita gente.


Mas quem é esse tal de Dexter ?

Dexter Morgan é um sujeito franzinho e sarcástico, que trabalha como analista forense especialista em padrões de dispersão (espalhamento) de sangue para o Departamento de Polícia do Condado de Miami-Dade. Tem uma namorada bem gostosa e uma meia-irmã meio pinelzinha...Até aí tudo bem, se não fosse pelo fato de Dexter ser um serial killer nas horas vagas. Na infância, órfão aos quatro anos, Dexter é adotado por Harry, um policial que logo detecta sua tendência homicida. Com isso, Harry consegue canalizar todo o fascínio do garoto por vivissecção de seres vivos para algo que ele acredita ser "do bem": caçar os infratores da lei que estão acima da justiça e que acham brechas da lei para praticar crimes.

E o que faz a série ser tão boa assim ?

- Em primeiro lugar, a interpretação de Michael C. Hall, que dá um banho em muito veterano. Confesso que poucas vezes vi alguém representar cinismo de uma forma tão natural e verdadeira. Dexter é o típico cara para o qual você não dá nada, apenas um magricela andando na rua e fazendo seu trabalho. Por trás dessa figura meio molóide, esconde-se um sujeito dotado de força física, faixa preta em artes marciais, inteligente e sagaz. Sua identidade dupla tem que ser escondida de todos, incluindo sua meia-irmã Debra, sua namorada e colegas de trabalho. Por isso, consegue ser um sujeito educado, carismático, respeitado pelo departamento de polícia e que adora crianças. Mas ele se esforça para ter sentimentos que não consegue ter, para manter a aparência de um ser humano "normal". E se durante o dia Dexter é um prisioneiro dentro de sua própria dissimulação, à noite ele se liberta e mostra para que veio. Aproveitando que a taxa de sucesso da polícia local é de 12%, ele se vale de seus conhecimentos da mente assassina e dos arquivos do departamento para caçar suas vítimas. Personagem difícil né...mas Michael dá conta muito bem do recado!!

- Em segundo, e é essa é a parte que mais gosto: suas frases de impacto, seus pensamentos sábios, e sua trajetória como um serial killer. Dexter é um pensador. Fala consigo mesmo o tempo inteiro, usando do mais alto nível do sarcasmo (abre o olho, Seth Cohen) para escolher suas vítimas e criticar suas próprias decisões, sejam elas erradas ou acertadas.

"Posso matar um homem, desmembrar seu corpo,e chegar em casa a tempo para ver o Letterman...Mas não sei o que dizer quando minha namorada está se sentindo insegura."

"Ela é casada com um monstro e nem sabe disso... nem deve conhecê-lo de verdade... talvez esse seja o segredo de um bom relacionamento duradouro."

"Eu nunca me importei muito com o conceito de inferno...Mas se ele existe, eu estou nele"

- E por último, o elenco e cenário escolhido. Miami, com suas marinas, calor estonteante e diversidade étnica, coloca lado a lado nomes como a estadunidense Jennifer Carpenter, os porto-riquenhos Lauren Vélez e David Zayas, e o coreano C.S.Lee.

A série é curta, com apenas 12 episódios de 42 minutos por temporada.

A primeira temporada estreou em outubro 2006 nos EUA. Está atualmente em sua 3ª temporada, com a estréia da 4ª. anunciada para outubro de 2009. Entretanto, a trama se desenrola de uma forma tão frenética que dá vontade de ver tudo numa única sentada. A 2ª temporada foi tida como a melhor por 99% do público. E realmente !! Cheguei a assistir 6 episódios direto, parando apenas pras necessidades fisiológicas básicas.

No Brasil, Dexter passa aos domingo, na Fox, às 22 horas.

“Meu novo amigo pensou que eu não seria capaz de resistir à presa que ele deixou para mim, mas eu resisti. Eu não sou o monstro que ele quer que eu seja. Então não sou homem, nem animal. Sou algo inteiramente novo. Com minhas próprias regras. Sou Dexter.”

O bom e o ruim do novo e do velho cinema







Não sou cinéfilo, nem tenho propriedade alguma para falar de alguns crássicos; no entanto, ontem fui assistir a 'Anjos e Demônios' no cinema, e reparei algo que o filme, que vai ser facilmente esquecido, TEM, que alguns crássicos não têm: DINÂMICA.

Qualquer pessoa que assistir ao filme vai entender o que estou dizendo. Está tudo lá: os clichês americanos, a direção pomposa demais, os diálogos auto-explicativos (mesmo que ambos os personagens saibam de tudo que estão falando: uma forçada maneira de deixar o expectador por dentro dos mistérios), a parte em que fingem ser um casal e eles são obrigados a dar a mão - pra gerar um 'pintou um clima'. A questão é que o filme já começa te arremessando informações e te colocando em situação empolgante o tempo inteiro, mesmo que seja (e é) só por diversão.

Estava me lembrando de Mullholland Drive (Cidades dos sonhos, no Brasil) que assisti com o Beto há alguns dias atrás. O filme é ótimo, um dos meus preferidos. Mas se existe uma coisa que ele não é, é dinâmico; pelo contrário: é confuso mas com muita monotonia, onde o expectador é brindando com taças de genialidade em momentos muito específicos. Não que isto seja algo inerente aos crássicos, pois Laranja Mecânica do Kubrick, consegue ser quase tão profundo quanto 2001 e ainda assim é um filme ligeiro, rasteiro e hardcore.

Nesse ponto é que salta à mente a RESOLUÇÃO que não tem nada a ver com cinema, e que, só conseguiu ser concentrada em uma série, nos tempos modernos: Lost.

Lost é uma produção americana, comercial e ainda assim é completamente honesta e inteligente.
Tem mistérios que não são toscos e auto-explicativos, a série não é feita duvidando da inteligência do tele-expectador, todas as idéias sociais-filosóficas estão inseridas no contexto da série, sem ter que ser só isso. A idéia de bem e mal é profundamente confrontada, mas de uma maneira completamente diversa da que estamos acostumados a ver por aí. O conflito da série não é, nem de longe, a sobrevivência dos personagens na ilha devido às circunstâncias de mantimentos. O aspecto da relação entre os personagens e os mistérios por trás disso e do significado (que acredito, que seja menos subjetivo do que possa parecer em um primeiro momento) da ilha são mais relevantes do que o 'comum' da série. Assim LOST conseguiu ser acessível, comercial, dinâmico, misterioso (no sentido verdadeiro da palavra), vanguardista, inovador, e CLÁSSICO (sim, clássico)... sem que tivesse que ser escrita por uma ala 'cult-independente-alternativa' do mercado americano.
POP-CLÁSSICO da qualidade que o cinema não têm conseguido ser, nem com os produtores Europeus-alternativos e nem com os diretores de Pastelões descartáveis Hollywoodianos.

Assim, se estiver desiludido ao assistir aquele filme do Gus Van Sant que conta os últimos momentos de Kurt Cobain (Last Days) ou mesmo com o novo filme da série X-men, acho que você deveria começar a assistir LOST...

Pronto, falei!

Crássicos: Batman dos anos 60 de volta


Essa série virou um clássico Cult-Trash daqueles que viram referência na posteridade. Cheio de piadas toscas, interpretação ruim e uma clima datado desde de sua produção... hehehehehehhehehe.

Para aqueles que querem ver esse clássico e os elementos que o ajudaram a ser o que é, a boa notícia:
a série voltará a ser exibida, a partir desse mês de junho pelo canal TCM. *Todos os dias, a partir das 21:30 hs.

Pronto, não tem desculpa pra continuar assistindo a novela da globo!

 
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